A nível de escola, este ano tem sido difícil, todos o tentamos esconder, mas lá no fundo todos sabemos que estamos sujeitos a uma enorme pressão.
A pressão dos pais, a pressão dos professores, a pressão dos exames... Estamos sujeitos a inúmeras pressões, já para não falar da pressão criada por nós próprios, que queremos aprender e melhorar para podermos seguir a nossa vida em frente.
E se formos a ver, o que conseguimos com isto?
Passamos 2 ou 3 anos em correrias, em stress, a tentar superar tudo o que conseguimos até agora, a tentar obter boas médias para entrar num curso que nos interessa. E entrando nesse curso, seguindo o ensino superior, aí chegamos a uma possível resposta à pergunta que fiz, o que conseguimos com isto? Nada, simplesmente perder tempo...
Maioria das coisas que aprendemos agora, não nos serão úteis.
Continuo a achar que era muito mais útil uma aula de cultura geral, de preferência que durasse umas boas horas semanais.
(talvez algumas conversas com algumas pessoas fossem mais fáceis)
No que toca à educação, talvez ouvirem opiniões de ALUNOS não fosse má ideia, digo eu!
Mas está claro que o país ganha com isso, volta e meia lá vêm uma notícias nos jornais e na "fabulosa" caixinha mágica (que vai ter um comentário à sua altura, mais tarde) que se distinguem das habituais vagas de calor, fome, guerra, falta de água, etc, etc, etc..., claro que estou a falar das famosas manifestações (claro que imensamente divertidas) :
" Lisboa assiste à primeira manifestação de estudantes perante novo Governo
É o primeira manifestação que o novo Governo enfrenta. Os estudantes do Ensino Superior escolheram o dia de hoje para saírem à rua, num protesto onde se pede mais investimento nas universidades e o alargamento da acção social escolar nesta época de crise. Além dos alunos de Lisboa, vieram também estudantes de Coimbra, em duas dezenas de autocarros, que já chegaram à cidade universitária de Lisboa. A jornalista Andreia Brito acompanhou o arranque deste protesto.
2009-11-17 16:28:25 "
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Lisboa-assiste-a-primeira-manifestacao-de-estudantes-perante-novo-Governo.rtp&headline=46&visual=9&article=295905&tm=8
Talvez quando o filho de "alguém importante" tiver frente a um exame, e lhe aconteça um azar, um bloqueio, numa de MUITAS avaliações, talvez aí se lembrem de nós, não?
Enquanto isso, nós estudamos, trabalhamos, esforçamo-nos mais um bocadinho, ou devo dizer, mais ainda?
Sem dúvida, este mundo devia e podia ser muito diferente.
gostei do comentário, e concordo com muitos aspectos. Deveríamso ter aulas masi específicas de acrdo com o que queremos, sim. Mas se há pessoas que ainda não sabem o que querem no 11º ano, como iriam saber antes para terem disciplinas mais especificas? Depois outra coisa: se tamém não estudarmos não aprendemos lá grande coisa só com a cultura geral. Afinal a cultura geral é um pouco como o senso comum, não é verdade?
ResponderEliminarA segunda coisa sobre a qual ainda queria dizer alguma coisa é que os testes de facto dão-nos cabo da cabeça, mas os exames são úteis para não deixar que aconteça o que acontece nos colegios, que é alunos que nao sabem nada terem emdias de 19... Mas esta avaliação devia ser feita doutra forma que não um exame final. Devia haver uma semana no fim do ano lectivo com professores do ministerio a assistir ás aulas, com chamadas orais, por exemplo. So assim se conseguiria ver realmente e de uma forma justa o que cada um sabe...
Bom post, continua a expressar-te! :)
Pois, talvez, mas continuo a achar o mesmo. Não é com 14/15 anos que tu decides a área na qual queres trabalhar, nem com 18 que decides o emprego que queres ter. Aos 18 anos, o que fizeste até aí? A única coisa foi estudar! Nunca trabalhaste em nada, logo não sabes se gostas desse curso, ou do nome desse curso. Quanto ao senso comum, a cultura geral é como o senso comum, sim, percebi o que querias dizer, mas cabe-nos a nós decidir o que queremos assimilar, ou não. Até ao 12º ano, devias ser preparado para o mundo que te rodeia, não para o qual to queres que te rodeie. Se ate aqui tivesses disciplinas ditas normais ( isto é do género das que se têm até ao 9º ano, talvez ainda hoje te virasses para um adulto e perguntasses quanto é 4x4 e ele te dissesse 16, em vez de hum...hum... 4+4+4+4=16, é isso, da 16, ou melhor ainda, onde está a maquina de calcular? ) agora (no fim do 12º), era uma boa altura para decidir, era uma altura em que já tens uma mínima noção do que se passa a tua volta! Os conhecimentos que adquires nesta fase escolar não são úteis para todas as profissões, logo, passavas o 9º ano, chegavas a fase da qual os portugueses tanto gostam, fazer que fazes ( durante 2 aninhos) e siga para a frente, aí escolhias, e o que dás de útil agora, davas na altura. Em vez de mais cinco anos a estudar, ficavas mais 6? E depois? Se calhar em vez de perder, até ganhavas tempo, não?
ResponderEliminarQuanto aos exames, concordo com o que dizes, em parte, mais precisamente, na 2ª parte. Na primeira não. Há alunos que saem de colégios com média 19, enquanto que se estivessem numa escola pública a média não era mais alta que 15 ou 16. Daí tiras pontos positivos e negativos, se reparares, isso mostra que a JUSTIÇA é PERFEITA.
E mais, se saem dos colégios com essas médias para onde é que isso nos remete? Para o todo-poderoso PODER ECONÓMICO. Mas chegam a uma faculdade e o que sabem? As notas aumentam-lhes o ego, o que no mercado de trabalho nem sempre é muito bom, não é? Os exames são muito úteis para se decidir uma nota, o professor está em dúvida entre o 15 e o 16, sugere o exame, se vais tens oportunidade, se não vais, levas com o 15 e óptimo ficamos todos contentes! Agora neste momento a tua avaliação de não sei quantos meses resume-se a 4 dias, no nosso caso, o dia de exame a Biologia, o dia de exame a Química, o dia de exame a Português e o dia de exame a Matemática! Yupiiiiii!
E para ajudar ainda temos o dilema do "Lá vou eu aturar aquela gaja!".
Como se tudo isso não bastasse ainda há aqueles pequenos pormenores, aqueles "erros" de percurso, que por incrível que pareça nos caem sempre em cima (de nós alunos, como não podia deixar de ser).
Mas lá está, quanto as notas, (e parece que isto vem fora do sítio, mas não) nos colégios podem sempre ser mais altas, devido ao comportamento dos elementos da turma, lá toda a gente se porta bem, nas escolas públicas não, é uma selva, os alunos são uns insolentes que roubam chaves e andam sempre a armar a giga! Né mano?